
Florianópolis deu início às atividades do Concursos Brasil Cup 2026, evento internacional que reúne nove competições voltadas a bebidas e produtos gastronômicos. O evento de abertura, realizado no Hotel Sesc Cacupé, contou com a presença de representantes dos setores público, científico, tecnológico e empresarial, que debateram a integração entre ciência, inovação e mercado. Um dos pontos altos da programação foi a mesa-redonda “Da Ciência ao Mercado: Políticas, Inovação e o Futuro do Setor de Alimentos e Bebidas”, conduzida por Marcelo Girardi Schappo, professor do IFSC.
Após a mesa redonda, o patrocinador AEB Brewing ofereceu aos convidados um coquetel que reuniu ótima gastronomia e especialmente uma excelente seleção de bebidas, como chopes do tipo Ipa, Viena, Pilsen e Sour, cervejas sem glúten, sem álcool e até energético de guaraná.
Entre as autoridades presentes estiveram o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida; o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, Fábio Wagner Pinto; o diretor-presidente do Sapiens Parque, Eduardo César Cordeiro Vieira; e a CEO e pesquisadora do Science Inovatech Institute, Amanda Felipe Reitenbach.
Na avaliação de Daniel Almeida, a inovação deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma necessidade essencial. “Inovar hoje é ato de sobrevivência. Não dá mais para viver sem inovação em nenhum lugar no mundo. Temos muitas políticas e temos nos dedicado a implantar parques tecnológicos e teremos mais de 100 até o final do ano que vem”, declarou o secretário do MCTI.
O secretário ressaltou ainda a necessidade de reforçar a capacidade tecnológica do país. “Precisamos acreditar na gente, no brasileiro, e não ceder ao complexo de vira-lata. O país precisa ser altivo para garantir o contexto nacional. Se não formos capazes de aproveitar nossos recursos, não seremos capazes de ser altivos e mandar no nosso próprio nariz. A gente precisa mostrar isso com prática e inovação. Não existe soberania nacional sem soberania tecnológica”, completou.

Santa Catarina e inovação
Fábio Wagner Pinto ressaltou o percurso de Santa Catarina no campo da inovação e seu impacto sobre a competitividade estadual. “Em Santa Catarina temos uma tradição voltada à inovação. Esse fortalecimento trouxe um ganho em competitividade, sendo que SC inclusive passou São Paulo e se tornou mais competitivo. É nesse sentido que temos trabalhado”, destacou.
O secretário também chamou atenção para a estrutura estadual de apoio ao empreendedorismo. “O Estado tem uma trilha de empreendedorismo. Todo um ambiente para sair da ideia e lançar um produto. Temos uma série de iniciativas que são caminho para isso. Oferecemos muitos auxílios para todo o setor. O Estado investe muito nisso, temos nômades digitais aqui, e a inovação acontece em encontros como esse”, afirmou.
Com mais de 150 empresas entre startups, centros de inovação, laboratórios e companhias diversas, o Sapiens Parque consolida a ligação entre governo, academia e setor produtivo. Segundo Eduardo César Cordeiro Vieira, essa atuação integrada é fundamental para o fortalecimento do ecossistema.
“O desafio do ecossistema é trabalhar em conjunto governo, sociedade e setor produtivo. Quando conseguimos trabalhar de mãos dadas, conseguimos avançar. Mas isso não acontece de forma mágica. Além de espaço físico para abrigar essas empresas e oferecer as ferramentas necessárias para que desenvolvam seus produtos e cresçam de forma mais rápida, precisamos de uma camada visível do ecossistema, baseada na troca de conhecimento, na conexão entre os atores e na participação do próprio governo no desenvolvimento de políticas públicas. O Sapiens Parque, como parque tecnológico, vem justamente nesse sentido”, afirmou.
O secretário também ressaltou a estrutura de apoio ao empreendedorismo no Estado. “O Estado tem uma trilha de empreendedorismo. Todo um ambiente para sair da ideia e lançar um produto. Temos uma série de iniciativas que são caminho para isso. Oferecemos muitos auxílios para todo o setor. O Estado investe muito nisso, temos nômades digitais aqui, e a inovação acontece em encontros como esse”, afirmou.
Com mais de 150 companhias, entre startups, centros de inovação, laboratórios e empresas, o Sapiens Parque reforça a conexão entre governo, academia e setor produtivo. Para Eduardo César Cordeiro Vieira, o trabalho conjunto é essencial para fortalecer o ecossistema.
“O desafio do ecossistema é trabalhar em conjunto governo, sociedade e setor produtivo. Quando conseguimos trabalhar de mãos dadas, conseguimos avançar. Mas isso não acontece de forma mágica. Além de espaço físico para abrigar essas empresas e oferecer as ferramentas necessárias para que desenvolvam seus produtos e cresçam de forma mais rápida, precisamos de uma camada visível do ecossistema, baseada na troca de conhecimento, na conexão entre os atores e na participação do próprio governo no desenvolvimento de políticas públicas. O Sapiens Parque, como parque tecnológico, vem justamente nesse sentido”, afirmou.
Ciência e mercado
A integração entre avaliação sensorial, ciência e mercado é uma das características do Concursos Brasil Cup. A edição também conta com o Brasil Sensorial Summit, voltado à difusão de conhecimentos científicos, tecnológicos e de inovação relacionados ao setor de alimentos e bebidas.
Para Amanda Felipe Reitenbach, o evento acompanha as transformações do mercado e do comportamento do consumidor. “Esse concurso representa o presente e o futuro. Ele nasceu só com cerveja e foi crescendo, incorporando outras bebidas e alimentos, trazendo mais ferramentas de IA em todo o processo. Atualmente, em termos de mercado, a gente caiu em bebidas alcoólicas e subiu em bebidas funcionais, inclusive com a desalcolização de algumas bebidas. A gente lida com comportamento e isso é muito dinâmico. A prateleira é o nosso termômetro”, afirmou.
Júri internacional
Os produtos são avaliados em degustações às cegas, seguindo critérios técnicos e sensoriais, por cerca de 65 especialistas de sete países. Entre os destaques está o norte-americano Gordon Strong, autoridade mundial em avaliação de cervejas e presidente emérito do BJCP.
Entre os jurados brasileiros está Mariana Cabral, engenheira agrônoma, mestre em Agronomia pela UNESP e pesquisadora especializada em fitoquímica do lúpulo. Os concursos abrangem cervejas, vinhos, destilados, sidras, hidromel, kombucha, chocolate, azeite e bebidas não alcoólicas.
Novidades e programação
Entre as novidades estão o Brasil Sensory Cup, dedicado a bebidas e produtos não alcoólicos como sucos, energéticos, chás e refrigerantes, e o Brasil Chocolate Cup. A programação inclui ainda Brasil Beer Cup, Brasil Wine Cup, Brasil Spirits Cup, Brasil Cider Cup, Brasil Mead Cup, Brasil Kombucha Cup e Brasil Olive Oil Cup.
O evento conta com a AEB Bioquímica como patrocinadora. Especializada em soluções biotecnológicas e de detergência para o setor de alimentos e bebidas, a empresa está representada por Mario Bitencourt e Rodrigo Siqueira.
As avaliações seguem até 10 de setembro e a premiação será realizada no dia 12, no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis.
Serviço
Concursos Brasil Cup 2026
Período: 7 a 12 de setembro
Premiação: 12 de setembro
Local: Hotel Sesc Cacupé – Florianópolis/SC
Concursos: Brasil Beer Cup, Brasil Wine Cup, Brasil Spirits Cup, Brasil Cider Cup, Brasil Mead Cup, Brasil Kombucha Cup, Brasil Chocolate Cup, Brasil Olive Oil Cup e Brasil Sensory Cup.